sexta-feira, 1 de abril de 2016

Breve reflexão sobre aprendizagem colaborativa no desenvolvimento profissional docente

Marcia Letricia Gomes Barbosa
Baseada na teoria sócio-interacional, a aprendizagem colaborativa Vygotskiana é vista como sendo de suma importância para o processo de ensino e aprendizagem, bem como, para o desenvolvimento pessoal em geral. Dessa maneira, o homem seria um ser social que aprenderia e se desenvolveria por meio da interação com outras pessoas.  Segundo Vygotsky (2002), é na interação que o desenvolvimento individual aconteceria e essa interação com o outro ou com membros de um grupo possibilitaria o desenvolvimento de processos inter-psicológicos, que seriam internalizados posteriormente. Daí então, a importância de se trabalhar em grupo (ROCHA, 2008).
Brown (1994) define interação em um sentido, de certa maneira, mais amplo. Segundo ele, a interação seria qualquer troca colaborativa de pensamentos, sentimentos ou ideias entre duas ou mais pessoas, o que, para ele, resultaria em um efeito recíproco entre os participantes. Oxford (1997:444), afirma que a interação “se refere a situações em que pessoas agem umas sobre as outras. [...] envolvem professores, alunos e outras  pessoas  agindo  umas  sobre  as  outras  e conscientemente interpretando tais ações”.
No que diz respeito à formação de professores, Nóvoa (1991) pontua a importância da constituição de espaços de formação que contemplem a colaboração como instrumentos para a formação profissional,
A aprendizagem em comum facilita a consolidação de dispositivos de colaboração profissional. Mas o contrário também é verdadeiro: a concepção de espaços colectivos de trabalho pode constituir um excelente instrumento de formação. Ora, o que está actualmente em causa não é apenas o aperfeiçoamento, a qualificação ou a progressão na carreira docente; a vários títulos, joga-se também aqui a possibilidade de uma reforma educativa coerente e inovadora. (NÓVOA, 1991:9)
 Logo, nota-se a importância da consolidação de espaços de formação profissional em contextos de colaboração para a formação docente, seja ela inicial ou continuada.
Referências
BROWN, H. D. Principles of Language Learning and Teaching. 3rd ed. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall, 1994.
OXFORD, R. L. Cooperative learning, collaborative learning, and interacrion: Three communicative strands in the language classroom. The Modern Language Journal, v. 81, n.4, p. 443-456, 1997.
ROCHA, D. C. A. Formação continuada, prática e reflexão de três professores de língua inglesa de escolas públicas em Goiás: uma pesquisa –ação (Dissertação de Mestrado) - Universidade Federal de Goiás -Faculdade de Letras, 2008.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

4 comentários:

  1. Muito bom, Márcia. Você captou bem o que eu propus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Adriana! A ideia de colaborar na construção do conhecimento é algo que me motiva muito, o blog pode possibilitar esse ambiente de compartilhamento de ideias, experiências e conhecimento!

      Excluir
  2. Parabéns, Márcia!!!Seu blog ficou muito legal!!!

    ResponderExcluir
  3. Obrigada, Karla! Colaborar é uma palavra chave no que concerne a construção do conhecimento! Conto com vocês professores (as) para tornar esse ambiente cada vez mais proveitoso para nós todos.

    ResponderExcluir