Marcia Letricia Gomes Barbosa
Baseada
na teoria sócio-interacional, a aprendizagem colaborativa Vygotskiana é vista
como sendo de suma importância para o processo de ensino e aprendizagem, bem
como, para o desenvolvimento pessoal em geral. Dessa maneira, o homem seria um
ser social que aprenderia e se desenvolveria por meio da interação com outras
pessoas. Segundo Vygotsky (2002), é na
interação que o desenvolvimento individual aconteceria e essa interação com o
outro ou com membros de um grupo possibilitaria o desenvolvimento de processos
inter-psicológicos, que seriam internalizados posteriormente. Daí então, a
importância de se trabalhar em grupo (ROCHA, 2008).
Brown
(1994) define interação em um sentido, de certa maneira, mais amplo. Segundo
ele, a interação seria qualquer troca colaborativa de pensamentos, sentimentos
ou ideias entre duas ou mais pessoas, o que, para ele, resultaria em um efeito
recíproco entre os participantes. Oxford (1997:444), afirma que a interação “se
refere a situações em que pessoas agem umas sobre as outras. [...] envolvem
professores, alunos e outras pessoas agindo
umas sobre as outras e conscientemente interpretando tais ações”.
No
que diz respeito à formação de professores, Nóvoa (1991) pontua a importância
da constituição de espaços de formação que contemplem a colaboração como
instrumentos para a formação profissional,
A aprendizagem em comum facilita a
consolidação de dispositivos de colaboração profissional. Mas o contrário
também é verdadeiro: a concepção de espaços colectivos de trabalho pode
constituir um excelente instrumento de formação. Ora, o que está actualmente em
causa não é apenas o aperfeiçoamento, a qualificação ou a progressão na
carreira docente; a vários títulos, joga-se também aqui a possibilidade de uma
reforma educativa coerente e inovadora. (NÓVOA, 1991:9)
Logo, nota-se a importância da consolidação de espaços de
formação profissional em contextos de colaboração para a formação docente, seja
ela inicial ou continuada.
Referências
BROWN, H. D. Principles
of Language Learning and Teaching. 3rd ed. Englewood Cliffs, New Jersey:
Prentice Hall, 1994.
OXFORD, R. L. Cooperative
learning, collaborative learning, and interacrion: Three communicative strands
in the language classroom. The Modern Language Journal, v. 81, n.4, p.
443-456, 1997.
ROCHA,
D. C. A. Formação continuada, prática e
reflexão de três professores de língua inglesa de escolas públicas em Goiás:
uma pesquisa –ação (Dissertação de Mestrado) - Universidade Federal de
Goiás -Faculdade de Letras, 2008.
VYGOTSKY,
L. S. A formação social da mente. 6. ed. São
Paulo: Martins Fontes, 2002.